Saúde




Remédio em estudo no HB reduz em 37% risco de morte por Covid-19


São José do Rio Preto, 05 de julho de 2021 - Redução do risco de morte por Covid-19 em 37%. Esse é o principal resultado obtido em um estudo do medicamento ?tofacitinibe, em testes no Brasil. O Centro Integrado de Pesquisa (CIP) do Hospital de Base de Rio Preto foi uma das 15 instituições envolvidas no projeto que mais teve voluntários na pesquisa - um total de 119, o que representa 41% dos 289 pacientes adultos internados.

O estudo foi coordenado pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, vinculado ao Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com a Pfizer, farmacêutica que produz o tofacitinibe. Os resultados mostraram menor incidência de mortes ou falência respiratória por causa da Covid-19 entre pacientes que receberam o fármaco (18.1%) em comparação aos que receberam o placebo (29.0%). O estudo também monitorou os participantes pelo período de 28 dias e administrou o tofacitinibe por via oral.

A cardiologista Lilia Nigro Maia, diretora do CIP do Hospital de Base explica que o sistema imune é ativado ao entrar em contato com o vírus. Só que, em alguns pacientes, essa ativação vai além da conta, provocando uma “tempestade inflamatória”. “O tofacitinibe age modulando o sistema imunológico para prevenir que haja esta ‘tempestade’. Se usado no momento apropriado, ele evita a lesão do pulmão, mas principalmente a falência respiratória (quando há necessidade de ventilação mecânica) e mortes”, destaca Dra. Lilia.

O remédio foi usado nos três primeiros dias após a internação dos pacientes. Todos os participantes haviam recebido o diagnóstico de infecção pela Covid-19 por meio do RT-PCR, e a maioria apresentava pneumonia em decorrência do coronavírus.

Todos os testes foram conciliados com corticoides, não interferindo no tratamento padrão já adotado pelos hospitais em combate ao vírus. De acordo com o estudo, os eventos adversos observados naqueles que receberam o tofacitinibe foram similares aos dos pacientes que tomaram placebo, fazendo com que o seu uso seja considerado seguro pelos pesquisadores.

“Não é cura, mas 37% de redução no contexto que a gente está é muito importante. É um paciente que sai mais cedo do hospital, uma família que não perde um ente, é um leito de UTI desocupado, um paciente que pode ser desenvolvido para a sociedade recuperado”, conclui a diretora do CIP do HB.

Foto - HB/Divulgação




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