Consumo




Na esteira do e-commerce


São José do Rio Preto, 04 de novembro de 2021 - A publicitária Geovanna Camargo habituou-se, na pandemia, a fazer quase tudo de casa, de forma online. De compras para abastecer a geladeira a itens de decoração para o apartamento que está montando com as amigas. Assim como ela, milhões de brasileiros passaram a comprar mais pela internet durante os períodos mais críticos de isolamento social. Uma mudança no comportamento de consumo que veio para ficar.

Só nos primeiros três meses de 2021, foram 78,5 milhões de compras online, aumento de 57,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da NeoTrust. Quantidade que resultou em um faturamento de R$ 35,2 bilhões, crescimento de 72,2% na comparação com 2020.

Esse boom do e-commerce refletiu também em outro mercado: o da construção civil. No segmento de logística, especialmente, a demanda por galpões cresceu demais. Gigantes do comércio eletrônico, como Mercado Livre, Amazon, Leroy Merlin, entre outras, estão entre as empresas que mais expandiram.

Segundo a empresa catarinense especializada no setor imobiliário Sort Investimentos, que possui mais de R$ 400 milhões em galpões alugados sob sua gestão, a taxa de vacância para galpões logísticos hoje no Brasil é de quase zero. E o valor do aluguel desse tipo de empreendimento praticamente dobrou de 2015 para cá.

Já um levantamento da consultoria Cushman & Wakefield com dados consolidados de 2020 mostram que a absorção líquida (demanda líquida efetiva por espaços de galpões) no ano passado foi de 1,6 milhão de m², o maior índice desde 2013.

Em Rio Preto, pelo menos 30% dos projetos iniciados entre 2020 e 2021 pela Protendit - empresa líder na fabricação de pré-moldados em concreto protendido - foram de galpões logísticos ligados ao e-commerce. Das 50 novas obras fechadas pela empresa no último ano, 15 são ligadas ao setor de logística interna de clientes e imóveis para locação ao mercado.

A empresa tem sido procurada por grandes empresas do setor de logística, como o Grupo GLP, de Guarulhos, e do setor agropecuário, como o Vittia, de Ribeirão Preto, para a construção e ampliação de prédios que possam comportar cada vez mais produtos. Crescimento que segue alinhado à elevação das vendas online.

“Vimos um crescimento acima de 100% na procura de concreto pré-fabricado para a construção de galpões. Esse material, além de gerar menos resíduos, tem construção rápida e segura, muito apropriada para o atual crescimento do setor”, explica Ricardo Panhan, CEO da Protendit.

Empregos
Com o aumento da demanda por galpões logísticos, o setor de contratações também tem se mantido aquecido. O setor da construção civil vem liderando há meses o número de contratações no País. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), disponibilizados pelo Ministério da Economia, o Brasil gerou 120 mil novas vagas com carteira assinada somente neste ano. Deste total, 22.224 novos empregos formais foram pela construção civil.

Se analisarmos os últimos 12 meses, a construção abriu 273.163 novos empregos, crescimento de 12,79% frente ao mesmo período anterior. O setor é o quarto que gerou o maior número de postos de trabalho formais nestes 12 meses, atrás de serviços (+566.306), da indústria (+488.450 vagas) e do comércio (+484.888), e na frente da agropecuária (+123.699).

Foto: Elton Rodrigues




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