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Indústria de eventos em Rio Preto reaquece depois de dois anos


Depois de dois anos de crise econômico-financeira devido à pandemia de Covid-19, o setor de eventos de Rio Preto começa a se fortalecer novamente. Empresas e profissionais do ramo, especialmente os dedicados à indústria de casamentos, já comemoram as agendas fechadas para 2022 e 2023.

A advogada Beatriz Sanchez, 29 anos, e o marido dela, o empresário Renato Neves, 31, estão entre os que tiveram de remarcar o dia do tão esperado “sim”. Eles namoraram por 10 anos e, em 2018, ficaram noivos. A ideia era que o casamento ocorresse em julho de 2020, mas, por conta das restrições sanitárias em todo o Brasil, não foi possível seguir com os planos originais. 

Conforme a noiva, seu sonho era receber cerca de 400 convidados. Então, ambos optaram por se casar apenas no cartório civil e morar juntos. A festa foi remarcada para o Carnaval de 2021, quando veio uma nova onda da doença. “Tivemos que adiar novamente para novembro. Eu nem queria criar muitas expectativas para não me frustrar, mas, desta vez, acabou acontecendo. Organizar um evento social não é fácil, mas reorganizar é ainda mais difícil.”

Assim como Beatriz e Renato, muitas pessoas precisaram transferir eventos de 2020 e 2021, que já estavam, inclusive, pagos. Somam-se a eles aqueles que deixaram para a última hora, por medo de imprevistos, e as novas demandas. 

Para driblar o acúmulo de festividades, muitos fornecedores têm optado por abrir seus calendários para datas menos procuradas do que os sábados. “A maioria dos eventos remanejados será realizada em nosso espaço de quinta, sexta e domingo”, explica o empresário Michelle Conte, proprietário do bufê Villa Conte.

Além de oferecer mais opções de datas, o Villa Conte foi repaginado e tem apostado em suas áreas externas para atrair o público. “Acredito que espaços amplos e ao ar livre têm sido mais valorizados no pós-pandemia. Nosso bufê tem capacidade para confraternizações de 150 a 3 mil convidados, inclusive na orla do lago”, complementa. 


Vieira destaca, no entanto, que o novo cenário exige cautela, uma vez que os custos com insumos e mão de obra aumentaram


Quem também está se reinventando é o party designer Roni Vieira. “A demanda está triplicada. Acredito que os encontros sejam grandes e sólidos motivos para comemorar e fazer festa. Dividir e viver o amor com quem se ama será o foco desse novo momento”, opina. 

Vieira destaca, no entanto, que o novo cenário exige cautela, uma vez que os custos com insumos e mão de obra aumentaram vertiginosamente, devido à inflação, o que inviabiliza o trabalho com os mesmos valores aplicados no passado. 


“Tenho percebido um enxugamento no tamanho das festas", conta o party planner Wander Ferreira

O party planner Wander Ferreira concorda. Para ele, há muita expectativa para o segundo semestre, mas também certa tensão, ocasionada não só pelos resquícios do pós-pandemia, mas também pela proximidade das eleições presidenciais, que afetam a economia nacional como um todo.

“Tenho percebido um enxugamento no tamanho das festas. Em vez de trabalharmos com um budget (orçamento) maior, as pessoas estão diminuindo o número de convidados, para recebê-los com mais qualidade”, aponta. 

Fotos: Elton Rodrigues




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