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Com a poupança rendendo cada vez menos, cresce o número de pessoas que buscam na renda variável uma opção melhor para seu dinheiro, apesar dos riscos


O brasileiro, de maneira geral, nunca teve o hábito de fazer investimentos mais arriscados e a poupança continua sendo a opção de grande parte da população para “guardar” aquela reserva. Só em outubro, a caderneta de poupança registrou uma entrada líquida de R$ 7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

No entanto, com a queda da taxa básica de juros e a inflação em alta, o retorno oferecido pela poupança está cada vez menor, o brasileiro está descobrindo outras formas de investimento, mais especificamente a ampla gama de opções dentro da renda variável, graças a um acesso cada vez maior a informações.

“Os números de clientes na bolsa vêm aumentando de uma forma considerável em todo o território. Este ano foi o que mais ativamos clientes com procura por ativos de renda variável aqui em nosso escritório”, afirma Evandro Nunes de Lima, assessor de investimentos e head de renda variável na Agia Investimentos, credenciada a XP.

A BlueTrade Investimentos, por exemplo, iniciou seus atendimentos em Rio Preto em março de 2020, bem no início da quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus, mas, com apenas oito meses, já conta com mais de 250 clientes. “Os investidores têm buscado alternativas fora das aplicações tradicionais”, afirma Tamires Barrionuevo, líder de operações e assessora de investimentos do escritório que também faz parte da XP.

Diferenças básicas entre renda fixa e renda variável
Renda Fixa: como o próprio nome já diz, são aqueles em que o investidor sabe quanto terá de rentabilidade no futuro. Isso não quer dizer que ela não oscila ao longo do tempo. Divide-se em três tipos:
Ativos pré-fixados – quando já se sabe o rendimento exato que terá ao final da aplicação;
Ativos pós-fixados – quando o rendimento está atrelado a um índice que pode variar, como CDI ou Selic;
Ativos indexados – que pagam uma taxa pré-fixada, mas são influenciados por um índice de atualização que pode ser o IPCA ou o IGPM, por exemplo.

Renda Variável: não possuem previsão de retorno. Assim, o investidor compra de parte de um negócio, como uma empresa ou empreendimento imobiliário, e acompanha a valorização ou desvalorização em tempo real de seus ativos.
Fatores que influenciam a valorização ou desvalorização: saúde financeira da empresa, setor em que a empresa atua e se é um setor promissor, capacidade de crescimento da empresa, entre outros.

Renda variável é segura?
Se há busca por maior rentabilidade, o risco da carteira também aumenta. Quando os preços flutuam de acordo com o mercado, o patrimônio do investidor acaba sofrendo oscilações. O importante é saber que, mesmo com as oscilações, o investidor continua com seu ativo em carteira, e, sendo um bom ativo, mais cedo ou mais tarde ele volta a performar.

Tudo depende muito de qual é o perfil do investidor: conservador, moderado ou agressivo. O ideal é que toda carteira seja diversificada entre vários ativos para proteger o investidor, além de buscar um ganho acima da média.

Opções dentro da renda variável
Ações: compradas direto na bolsa de valores, com intermédio de uma corretora ou banco, aqui você adquire um pedaço de uma empresa e se beneficia com a alta do ativo, além de ter direito a recebimento de proventos. Porém, apesar de oferecer maior potencial de retorno, são investimentos com mais volatilidade.

Fundo de ações: esse modelo é para aquele investidor que deseja terceirizar para um gestor profissional as aplicações. 
ETF ou Exchange Traded Funds: modalidade bastante utilizada para quem deseja comprar uma cesta de ações. O índice da bolsa, o Ibovespa, é composto por diversas ações. Em vez de comprar várias ações individuais, o investidor pode optar pela compra deste ETF.

Fundos Imobiliários: são frações de empreendimentos, como lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings centers, etc. A rentabilidade dos Fundos Imobiliários vem da valorização das cotas atualizadas e negociadas em bolsa, além da distribuição de aluguéis mensais, assim como acontece nos imóveis físicos. Porém, são isentos de Imposto de Renda.

Renda variável para sempre
Rodolfo Menezes, de 33 anos, é um desses novos investidores na renda variável. O life planner da Prudential Financial começou há pouco mais de um ano a fazer seus investimentos. “Minha carteira hoje é diversificada. Além de alguns investimentos que ainda permanecem na renda fixa, hoje conto com diversos valores aplicados em renda variável, como Bolsa de Valores dos Estados Unidos e ações de algumas empresas brasileiras”, conta.

Por mês, Menezes reserva um valor que é dedicado aos investimentos e sua assessora apresenta quais as melhores opções do mercado. E contar com esse acompanhamento, segundo ele, é primordial. “Sozinho é muito difícil, você vai aprender errando. E como estamos falando de investimento financeiro, errar não é uma boa opção, pois significa perder dinheiro. Com um especialista, a chance de isso acontecer é muito baixa.”

Os resultados neste período de investimento em renda variável são tão positivos que Menezes não pensa em voltar para a renda fixa. “Meu planejamento é a longo prazo, e isso influencia no tipo de investimento que faço. Algumas variações momentâneas não me impactam tanto, porque estou de olho no futuro. E sei que só com as previsões de agora meus ganhos já serão pelo menos duas vezes maiores que a renda fixa.”




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