Consumo




A bebida da quarentena


A mudança na rotina impactou positivamente no mercado de vinhos. A comercialização em 2020 cresceu 31% em relação a 2019. Os dados são da Ideal Consulting, empresa de auditoria de importação e inteligência de mercado especializada em bebidas e alimentos.

A soma da venda das vinícolas brasileiras com as importações de vinhos e espumantes totalizou 501,1 milhões de litros, contra 383,9 milhões de litros no ano anterior. Foram 117,2 milhões de litros a mais neste ano que passou. As importações também tiveram alta, de 26,5%.

“Para se ter uma ideia, em 2018 tínhamos um consumo aproximado de 1,9 litro per capita, e em 2020, em plena pandemia, fomos para 2,78 litros. Isso significa um crescimento de quase 50%, com tendência de alta irreversível. Já vislumbrávamos isso há muitos anos. Era apenas uma questão de tempo e de oportunidade”, defende Aurélio Grisi, sócio proprietário do Santa Madonna - Adega & Armazém Gourmet.

O vinho se tornou a bebida da quarentena. Com mais tempo em casa, as ocasiões para se degustar e experimentar bons rótulos cresceu. “O vinho foi a bebida do ‘fica em casa’, por ser uma bebida acolhedora, que relaxa, que harmoniza com belisquetes e refeições e agrega em torno da mesa”, explica Grisi.

O vinho foi um dos motivos que fizeram com que ele, especialista de mercado há 25 anos, deixasse sua cidade natal, São Paulo, para se mudar para Rio Preto. 

“O Santa Madonna nasceu em decorrência desses anos de experiência e de uma vontade de poder trabalhar um pouco mais ‘em casa’, desmistificando, simplificando o vinho, que é o que fazemos diariamente na loja”, conta.

Grisi gerenciou em 1995 a maior loja de vinhos da América Latina, a Domaine Sainte Marie, pertencente ao Grupo Expand, Eram 500 m² de loja, vinhos de 14 países, cerca de 2,5 mil rótulos e um estoque que beirava 25 mil garrafas. 

Após três anos à frente do Domaine Sainte Marie e ouvindo de alguns ex-diretores da empresa que para o mercado do vinho o Brasil terminava em Jundiaí. 

Como executivo de importantes importadoras e vinícolas nacionais, Grisi abraçou a bandeira de estimular a cultura e o consumo de vinho no Interior. “Me chamaram de visionário e louco, principalmente pela cidade escolhida, distante da capital, calor saariano e cultura 100% cervejeira.”

O empresário planeja inaugurar, neste ano, o e-commerce do Santa Madonna. “Também estamos avaliando a possibilidade de expansão da loja, mas com muita calma nessa hora. Como se fala em italiano, piano, piano, se va lontano! (de passo em passo se vai longe).”

Para este ano, se as condições permitirem, ele também planeja oferecer no Santa Madonna cursos de Introdução ao Mundo do Vinho.

Fotos: Elton Rodrigues
 




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